sábado, 12 de novembro de 2011

Amor em 4 casas



Alguns são famosos por sua coragem. Outros, pela astúcia. Há quem não resista a um bom livro, e há aqueles que valorizam a lealdade acima de tudo. Essas qualidades são consideradas os princípios básicos para a seleção dos alunos de Hogwarts. Todos sabem que existem algumas “tensões” entra algumas delas, mas o fato é que todas demonstram ser importantes ao longo da série.

É claro que, por ser a Casa dos protagonistas, a Grifinória é a que recebe mais destaque. A coragem, também amplamente retratada, faz-se sempre presente entre seus alunos. Fugindo do lugar-comum, não considero Harry, Rony ou Hermione os melhores representantes da Grifinória. Em minha opinião, quem apresentou uma evolução extraordinária na Casa foi Neville Longbottom. Superando sempre seus maiores medos e desafiando aqueles que se colocavam em seu caminho, Neville provou ser um verdadeiro Grifinório.

Temos também a Sonserina. A astúcia e o “desejo de ser grande”, características de seus alunos, são, muitas vezes, interpretadas erroneamente e confundidas com orgulho e prepotência. Afirmar que a Casa produziu apenas bruxos das trevas é, do mesmo modo, um erro. Segundo o texto direcionado ao alunos da Casa no Pottermore (Casa para a qual a autora foi orgulhosamente selecionada), Merlin pertenceu a Sonserina. E temos ainda Severo Snape, que em sua última aparição dissipa de uma vez por todas as polêmicas que entornam a Casa.

A Corvinal e a Lufa-Lufa recebem menos destaque, mas nem por isso são menos importantes. Como não se lembrar de Cedrico Diggory e Luna Lovegood, que lutaram até o fim por aquilo que julgavam correto? Nunca duvidei da capacidade do Chapéu Seletor, mas quem nunca se perguntou por que Hermione foi selecionada para a Grifinória e não para a Corvinal? Pensando bem, Severo Snape tinha coragem suficiente para ser um Grifinório. Até mesmo Harry Potter, quem diria, por pouco não se tornou um Sonserino. Pois bem, caro leitor. Se você suportou até agora alguns minutos deste monólogo e chegou até aqui, deve estar se perguntando aonde quero chegar.

Bem, o que quero dizer com tudo isso é que J. K. Rowling, em mais uma prova incontestável de sua genialidade, nos mostra mais uma vez que as lições apresentadas em suas obras literárias podem (e devem)ser aplicadas em nossa vida real. Ok, sei que Hogwarts não existe, e suas Casas muito menos. Entretanto, nos apresentam virtudes indispensáveis para a vida. Que tal, então, juntarmos um pouco de coragem com uma dose de conhecimento e uma boa medida de justiça e humildade? E depois, como ninguém é perfeito, podemos muito bem acrescentar algumas colheres de astúcia, o que, cá entre nós, não farão mal a ninguém. Todas estas qualidades, juntas, formam uma combinação irresistível. E com irresistível, quero dizer indispensável, pois não importa realmente a que Casa você pertença.

0 comentários:

Postar um comentário